Redação
O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) sugeriu que o futuro 143º município de Mato Grosso receba um nome em homenagem aos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, classificados por ele como “heróis”. As condenações foram impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A proposta surge no contexto da criação de um novo município na região Médio-Norte do estado. Inicialmente, o distrito deverá ser denominado Gilmarlândia, em referência ao ministro do STF Gilmar Mendes, natural de Diamantino, a cerca de 182 quilômetros de Cuiabá. A homenagem ao magistrado, segundo interlocutores políticos, foi bem recebida por parte da classe política mato-grossense.
A iniciativa de criação do novo município foi apresentada pelo produtor rural Eraí Maggi. O projeto prevê, inicialmente, a formação de dois distritos administrativos vinculados aos municípios de São José do Rio Claro e Diamantino, que futuramente poderiam pleitear emancipação política.
Durante pronunciamento, no entanto, Gilberto Cattani criticou o STF e o ministro Gilmar Mendes por não se posicionarem contra as condenações dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, entre eles moradores de Mato Grosso. Defensor da anistia aos condenados, o parlamentar afirmou que essas pessoas “lutavam pela liberdade” e sugeriu que o município recebesse nomes em homenagem a alguns deles.
Entre os exemplos citados por Cattani estão Roselilândia, em referência a Roseli Pereira Monteiro, feirante de Colíder; Juvenalândia, alusiva a Juvenal Alves Correia de Albuquerque, de Várzea Grande; e Alessandralândia, em menção a Alessandra Faria Rondon, comerciante de Cuiabá. O deputado também sugeriu nomes como Simonelândia, Leandrolândia e Marialândia, todos relacionados a condenados pelos atos de janeiro de 2023.
Cattani ainda citou outros mato-grossenses condenados pelo STF, moradores de cidades como Jaciara, Tangará da Serra, Sinop e Cáceres. Segundo ele, todos teriam sido punidos “sem cometer crime algum”, apenas por se manifestarem politicamente.
“Nós temos que começar a ver quem são, de fato, os nossos heróis. Para mim, são aqueles que lutaram pelo direito de se manifestar”, afirmou o deputado, reforçando sua posição crítica às decisões do Supremo.
As declarações geraram repercussão no meio político e reacenderam o debate sobre os limites da liberdade de expressão, a responsabilização pelos atos de 8 de janeiro e o papel das instituições na defesa da democracia.
Cadastre-se agora mesmo em nosso guia comercial, conheça agora mesmo nossos planos !